domingo, 6 de setembro de 2020

Brigamos muito em casa, e agora?

“Se vocês ficarem com raiva, não deixem que isso os faça pecar e não fiquem o dia inteiro com raiva” (Ef. 4:26).

Conflitos entre marido e mulher são inevitáveis. Um casamento sem “brigas” é tão perigoso quanto os que brigam excessivamente. Não é normal quando o casal não consegue passar um dia sem atritos.

Existem casais que brigam uma vez por mês, outros uma vez por semana, outros uma vez por dia, e outros todo dia, o dia todo. Brigam no café da manhã, no almoço, na merenda, no jantar, no último chá da noite e até dormindo, porque são sonâmbulos. Isso parece irônico, mas é uma realidade.

O fim dos conflitos pode estar na descoberta das causas e na busca por soluções efetivas. Quase sempre as agressões verbais ou físicas revelam que há ciúmes, falta de humildade para reconhecer o erro, estresse, ressentimentos, desejo de se vingar, crise espiritual, desajuste sexual, cansaço mental, acúmulo de insatisfação, sentimentos negativos do passado, sentimentos de culpa não resolvidos, incompreensão, imaturidade, falta de perdão etc.

O primeiro passo é querer. Muitos precisam mas não querem. Deus espera que dentro de você haja um desejo profundo por mudança efetiva. Alguém disse: “Querer é poder”.

O segundo passo é identificar em você a causa do conflito. Qual é o ponto nevrálgico, que ao ser tocado, aciona todo o mecanismo do atrito. Após identificar o ponto sensível, você já sabe qual é a área que precisa ser tratada. Nunca se esqueça: o lar precisa ser um “lugar de cura”. Marido e mulher precisam ser “agentes de cura”. É imprescindível que haja humildade para se deixar tratar pelo cônjuge. Nenhum outro lugar é mais terapêutico do que o lar.

O terceiro passo é exercitar o perdão. Não existe um casamento que resista às pressões normais por muito tempo, quando não existe o espírito do perdão. Para Jesus, o perdão era uma questão de sobrevivência. O terceiro passo é deixar que Cristo seja o Senhor do casamento e da vida. Ninguém melhor do que Jesus para mostrar o caminho do sucesso. Ele não quer ser apenas, médico e advogado, quer ser o Senhor do casal. Tê-lo como Senhor, é estar amparado dentro de uma casa construída sobre uma rocha inabalável.


*Extraído do livro: “104 Erros que um casal não pode cometer”.

 

* O conteúdo do texto acima é de total responsabilidade do autor e não reflete necessariamente a opinião do blog Tv aviva taquara.



 

As redes sociais podem prejudicar seu casamento?



Para usar as redes sociais sem prejudicar o casamento é preciso estabelecer algumas regras, enquanto as redes sociais conectam amigos e familiares de diferentes cidades, estados ou países e facilitam o envio de informações instantâneas, a necessidade de estar “online” quase que 24 horas por dia também gera efeito contrário e pode colocar em risco o relacionamento com pessoas que vivem embaixo do mesmo teto. Além disso pode causar problemas sérios levando ao divórcio.

“As relações começam a sofrer, os casais ficam distantes, não dialogam e acabam perdendo o interesse e carinho que tinham um pelo outro”, alerta a psicóloga e especialista em terapia familiar Giane Edimara Broch.

Vamos ver como usar as redes sociais de forma correta.

1. Em primeiro lugar, use os dispositivos eletrônicos com equilíbrio e limite. Certamente, aproveitará bem mais o tempo na companhia da pessoa amada.

2. Não compare seu casamento com o de outros casais que postam fotos felizes com frequência nas redes. Ou seja, você não sabe como eles vivem na realidade.

3. Evite procurar informações do passado de seu parceiro.

4. Decidam juntos se vão compartilhar senhas de celular, Facebook, Instagram, senhas de bancos e respeitem a decisão que tomarem.

5. Nunca poste “indiretas” ao outro em redes sociais.

6. Respeite a privacidade de seu/sua marido/mulher, buscando sempre um relacionamento com base no diálogo e na confiança.

7. Não permita que as redes sociais roubem seu foco durante a conversa com seu parceiro. Sua atenção é preciosa e ninguém gosta de ser ignorado.

8. Dedique mais tempo ao contato pessoal do que ao “online”.

9. Evite curtir fotos e postagens de antigos relacionamentos. Seu parceiro pode se sentir incomodado com isso

10. Viu algo legal ou que o deixou desconfortável nas redes? Compartilhe com seu parceiro.

E o mais importante é que haja transparência entre o casal, intimidade suficiente para colocar as palavras de forma adequada e ter uma comunicação eficiente, por isso o modo de como usar redes sociais sem prejudicar seu casamento deve ser conversado, pensado e estabelecido.

Por Josué Gonçalves, terapeuta familiar através de seminários, encontros e congressos realizados anualmente. Autor dos livros “12 Verdades que Todo Filho gostaria que os Pais Soubessem” e “Pastor: Sua Família e Seus Desafios”.

* O conteúdo do texto acima é de total responsabilidade do autor e não reflete necessariamente a opinião do Blog TV aviva taquara.

Sexo oral é pecado?

 



No relacionamento conjugal existem pessoas que acreditam que o sexo oral é pecado, outras não, cada pessoa participa do estabelecimento do padrão sexual à luz do que a Escritura ensina e do que cada pessoa gosta. Nenhum dos dois deve ter poder sobre o outro na prescrição. O Novo Testamento ensina que os homens e as mulheres são iguais em termos de valor, capacidade e posição diante de Deus.

Os homens não têm direitos sexuais que as mulheres não possuem. Cada um tem tantos direitos quanto o outro.

Quem estabelece os padrões para o comportamento sexual?

As passagens do Novo Testamento que ensinam sobre o relacionamento sexual entre marido e esposa começam ou terminam com uma ordem de mutualidade.

Cada um deles precisa ter suas necessidades satisfeitas, e isso significa que ambos devem descobrir o que é agradável para o outro.

Uma das barreiras no relacionamento sexual é a ignorância, tanto das Escrituras quanto do processo sexual.

O que você tem lido que afirma clara e objetivamente o que a Escritura diz sobre o sexo?

O que vocês dois já leram sobre a resposta sexual? Vocês já leram O Sexo É Um Presente de Deus, de Joyce e Cliff Penner? Essa é uma leitura obrigatória para casais de todas as idades, mesmo aqueles que já estão casados há trinta anos ou mais. Por quê?

Porque tenho descoberto mais falta de informação com casais que estão casados há mais tempo do que com aqueles que são mais jovens.

Provavelmente, a pergunta feita com mais frequência sobre sexo é sobre sexo oral.

Sexo oral refere-se ao estímulo oral dos órgãos sexuais por qualquer dos cônjuges usando a língua ou boca nos órgãos do outro.

Cliff e Joyce Penner demonstram em seu livro, The Joy of Sex (A Alegria do Sexo), que Cantares de Salomão refere-se ao casal estimulando-se mutuamente dessa forma (Ct 4.16).

Isso pareceria indicar que, de acordo com a Escritura, não há nada errado com esta prática. Mas essa é apenas uma inferência, já que a Escritura não fala claramente que isso é certo ou errado. Qualquer erro com relação a isso poderia ocorrer quando um cônjuge tenta forçar sexo oral sobre o outro. Nada deve ser feito que ofenda a outra pessoa.

Sexo oral pode ser um problema se perder seu propósito de aumentar o estímulo com vistas a completar o ato sexual e se tornar um substituto para a relação sexual.

Em alguns casos, mesmo quando a mulher não sente prazer com o sexo oral, cederá aos pedidos do marido.

E aí ele perde interesse em satisfazer as necessidades dela através da relação sexual. O sexo oral é tão natural quanto a estimulação dos seios, boca ou ouvidos.

Alguns expressam preocupação sobre ele ser um ato anti-higiênico.  Se o corpo estiver lavado e limpo, a contaminação não se espalhará dos órgãos genitais ou da boca.

O mais importante princípio a ser seguido é o de descobrir do que seu cônjuge gosta, e não pedir ou forçar nada que o ofenda.

Como vencer a pornografia

 



O mercado pornográfico é um dos mais rentáveis negócios de todos os tempos. Larry Flynt, empresário e dono do império Hustler, retratado por Milos Forman e Oliver Stone no filme “O povo contra Larry Flynt, Bob Guccione, da revista Penthouse e Hugh Hefner, dono do Império Playboy, compõem alguns desses milionários da exploração da fantasia sexual. Não esquecendo, porém, que uma fatia gigantesca desse mercado é dominada pelo crime organizado. O que gera um grande transtorno familiar! Entretanto, a mais nova, rentável e promissora ferramenta desse mercado é a Internet. Com um sucesso devastador e arrecadação bilionária, esse novo negócio aumenta cada vez mais o impulso pornográfico no planeta. Demonstrando, com isso, que, nos próximos anos, boa parte dos lares, com acesso a WEB, estarão conectados em páginas com conteúdo pornográfico. Desfrutando das imagens de corpos nus, sexo e prazeres oferecidos.

Que tipo de problemas a pornografia causa?

Essa ferramenta tem causado problemas e constrangimentos diversos.

A Pedofilia, considerada a mais grave infração permeada pela web, tem fortalecido um mal, inigualável, aos jovens e crianças deste mundo. E pessoas tem sido encarceradas pela prática e divulgação de imagens de sexo com crianças. Além do que, outras aberrações têm sido demonstradas.

Também existe a zoofilia, dia desses, um americano morreu por ter sido sodomizado por um cavalo. Entretanto, essa prática é legal em alguns estados americanos, onde existem ranchos e fazendas para concretizar o sonho sexual de algumas pessoas com animais.

O problema mais grave, entretanto, é a divulgação e disseminação da pornografia. Pois, alguns empresários da pornografia, usam métodos parecidos com o tráfico de drogas. Primeiro eles oferecem de graça. Depois eles começam a cobrar. Aliás, é desse jeito que o império das ilusões e da criminalidade tem florescido. Agora, qualquer pessoa obtém imagens e vídeos da pornografia, de maneira fácil e gratuita. Onde, muitos milhões de incautos, têm seguido o roteiro dos sonhos proibidos e não sabem que estão doentes. Sim, doentes e viciados, pois o mecanismo da pornografia é o mesmo do Alcoolismo. Mesmo porque, clínicas psiquiátricas e psicológicas, de atendimento desses problemas, já estão sendo espalhadas pelo planeta. E terapeutas familiares têm travado uma batalha árdua nos lares.

Como a pornografia pode ser vencida?

Uma excelente maneira de ajudar é conhecer sobre o assunto. Por isso leia muito. Aliás, todo comportamento familiar diferente tem seus culpados e ninguém se isenta disto. Pois nenhum parceiro que esteja recebendo carinho, amor, atenção, sexo saudável e prazeroso, vai procurar algo fora de casa.

Geralmente, a culpa deve ser dividida, porque o sexo é prazeroso e instituído por DEUS para elevar os lares e recriar a felicidade.

Sexo é muito bom e, também, uma oração. Mas não do jeito que se demonstra hoje.

Alguns passos:

·       Não seja curioso antes do tempo;

·       Não deixe de ter bons relacionamentos sexuais com o seu cônjuge.

·       Aumente o número de vezes de relacionamento e prazer sexual com o seu cônjuge.

·       Observe os seus filhos. Esteja presente e atento quando estiverem na web e procure deixar o computador em um ambiente comum e aberto da residência (sala, cozinha, corredor, etc.) e nunca no quarto dos filhos, ou do casal.

·       Bloqueie as TVs de sexo e não forneça a senha para os seus filhos. O melhor exemplo é o exemplo. Se não serve para eles, não serve para você...

·       Troque o que você faz na internet, sem necessidade, por algo saudável.

·       Estude a melhor forma de deixar seu cônjuge feliz.

Não se permita perder sua família, seu casamento por um problema que pode e deve ser tratado, recorra a ajuda pastoral, ajuda de um psicólogo, confessar esse pecado a alguém de confiança é um dos primeiros passos a ser dado, não dê espaço para o que não te edifica, seja curado.

 

sexta-feira, 14 de agosto de 2020

Jeremy Glick foi um homem de verdade. Tudo indica que ele e mais dois passageiros do seu voo de Newark para Los Angeles no dia 11 de Setembro, impediram que
os sequestradores daquele avião causasse um desastre como acontecera em Nova Iorque e Washington.  Numa ligação por telefone celular durante o sequestro, Glick deixou instruções para Lyzbeth sobre como cuidar do resto da vida dela e da sua filhinha de 3 meses.  Explicou que ele e os outros 2 iriam colocar fim ao projeto sinistro, sabendo que iriam morrer, o resto da história só Deus sabe. Jeremy Glick morreu como um homem de verdade.

Enquanto Glick morreu como herói, Deus dá uma tarefa ainda maior para cada homem: não somente morrer pelos seus amados, mas viver por elas.

Nosso mundo define o homem “macho” pelo cigarro que fuma, pelas mulheres que conquistou, pela forma com que resiste às autoridades e afirmam sua “masculinidade”.  Mas Deus tem uma outra definição do varão verdadeiro, o homem de verdade dá sua vida dia após dia pelos outros. Nessa pequena série de estudos sobre “Relacionamentos Saudáveis no Lar Cristão” verificamos o papel da mulher no lar, examinando a pintura que chamamos a “Mona Submissa”.  Hoje entramos na galeria do lar para examinar uma escultura . . . a estátua de um homem verdadeiramente macho que AMA a sua esposa e sua família. Cl 3:19 Homens (maridos) amai as vossas esposas.

Por que Deus deu essa ordem para os homens?

Talvez pela mesma razão que destinou a palavra “submissão” para as mulheres.  Sabia que homens têm uma grande luta na área de autossacrifício e autonegação.  Gênesis 3:16 declarou para a primeira dama, Eva, que um dos resultados da queda seria que “ele (o marido) governará sobre ti”.  Desde então, a tendência masculina tem sido de pisar, esmagar, oprimir e dominar, e não amar sua esposa.
O texto de Colossenses 3:19 descreve, através de contraste, o que o verdadeiro homem faz em relação à sua esposa, e também como não a trata.  Deus, não os produtores de Globo ou Hollywood, define o que é um homem de verdade.  A palavra chave é: amor.

Vamos fazer três observações semelhantes ao que dissemos sobre a submissão da mulher.

1)O amor bíblico oferece-se pelo marido, não se exige da esposa.

2)O amor bíblico do marido é uma ordem, não uma opção.

3)O amor bíblico exige uma obra sobrenatural do Espírito Santo, produzindo a vida de Cristo no marido (Efésios 5:18-21).

A escultura do homem que ama necessita  de algumas batidas da talhadeira divina, cada uma esculpindo um pouco mais a masculinidade genuína. Um bom teste para qualquer líder de família seria substituir a palavra “homem” no lugar de “amor” no texto clássico sobre amor bíblico, 1 Coríntios 13.
O homem é paciente, o homem é benigno, o homem não arde em ciúme, o homem não se ufana, não se ensoberbece; o homem não se conduz inconvenientemente; o homem não procura os seus interesses, não se exaspera, não se ressente do mal; o homem não se alegra com a injustiça, mas regozija-se com a verdade; o homem tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.

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Uma bela reflexão sobre esse assunto importantíssimo dentro de qualquer relacionamento, esses princípios e verdades bíblicas são apenas a base para que o relacionamento seja saudável.

Pr. Josué Gonçalves



 

O amor deve ser o coração da família

Plante a semente do amor em casa e veja-o florescer em atos de bondade pelo mundo à medida que sua família cresce no entendimento da importância de amar ao próximo.

A moça do caixa no supermercado tem uma carranca no rosto. Ela enganou-se duas vezes seguidas com os meus itens e irritada, anula-os. “Eu aposto que este foi um dia difícil para você”, eu disse. “Aguente firme!” Ela tenta um sorriso, e suaviza a carranca. Enquanto coloco as minhas compras no carro, lembro como meus adolescentes costumam chegar em casa da escola, jogam suas mochilas no chão, batem portas e rosnam uma resposta às minhas perguntas.

Como você demonstra amor à sua família?

Quantas vezes podemos mostrar compreensão e paciência aqueles que mais merecem – os membros de nossa família – dizendo:

“Aposto que este foi um dia difícil para você, não é?”. Sabemos que em casa é o lugar onde o nosso amor pode fazer mais diferença.

Embora possamos nos esforçar para manter o segundo maior mandamento, como mencionado no evangelho de Marcos, “Amarás o teu próximo como a ti mesmo”, em casa, a situação familiar pode complicar essa tarefa desgastando nossos nervos, oprimindo-nos e levando-nos a não demonstrar nosso amor a eles.

Pratique o  amor  na vida familiar!

1. Pratique o perdão

O perdão é uma poderosa manifestação do amor de Cristo, e será mais fácil seguir seus exemplos e amar aqueles que nos rodeiam, se pudermos perdoar. Devemos começar por nós mesmos: se aceitarmos nossas limitações e perdoar nossos próprios defeitos, estaremos mais propensos a perdoar as explosões de nossos filhos ou a impaciência do nosso marido.

  1. Seja humilde

Outra forma de garantir que o amor esteja presente em nossa família é através da humildade. Quando assumimos a responsabilidade por, por exemplo, nosso mau humor que pode ter causado ou aumentado a discórdia na família, mostramos aos nossos filhos e cônjuge que os amamos, abandonando posturas orgulhosas e aceitando nossa natureza imperfeita.

  1. Cuidado com suas palavras

Palavras duras têm uma vida útil longa. Elas corroem a nossa autoestima, ferem nossos sentimentos e nos deprimem. Tente rotular comportamentos e não pessoas e tente contar até 100 silenciosamente e vá saindo de cena quando palavras pejorativas começarem a querer sair de sua boca em velocidade vertiginosa.

  1. Ocupe-se de seu espírito

Se, diariamente abastecermos a nossa própria “reserva espiritual” através da leitura das escrituras e orando com um coração agradecido, provavelmente teremos a orientação de que precisamos para responder adequadamente às demandas familiares em nosso próprio tempo, nosso espaço, mente e emoções.

Deus vai nos sustentar independentemente da situação, ajudando-nos a ser compassivos, respeitosos, compreensivos e gentis.

Às vezes, pode ser mais fácil demonstrar bondade a uma caixa de supermercado estressada do que a um membro da família. No entanto, o amor começa em casa. O amor de Deus por nós é infinito e abrangente, e nós mostramos nosso amor por Ele quando permitimos que Ele seja o elo que mantém nossa família unida.

Pr. Josué Gonçalves

 

Como você tem educado seus filhos?

Não é nada raro presenciar cenas como a que vimos alguns dias atrás… Era sábado à noite e saímos nós dois para jantar, próximo de onde nos sentamos, algumas crianças pequenas começaram a brincar. Elas subiam e desciam, gritavam e se agitavam, como qualquer criança cheia de saúde e alegria.

Não sei quantas vezes ouvi pai e mãe chamando as crianças, elas não respondiam, mandavam que sentassem e prometiam alguma disciplina que em nenhum momento os vi colocar em prática.

Houve um tempo em que um olhar bastava, um ou dois nãos e algumas chineladas… Essas então funcionavam na hora. Agora, dez nãos, alguns tapas e olhares de reprovação, esses então, não fazem diferença alguma. O problema são as crianças de hoje, dizem muitos. Elas já nascem espertas demais, já não obedecem, não escutam a gente, dizem os pais. Será?

Você sabe educar seus filhos?

No dia das crianças milhares de pais irão presentear seus filhos, levá-los para passear e fazer o que eles quiserem. Ótimo, crianças precisam disto, entretanto, temo que muitos destes presentes e mimos sejam apenas formas de amenizar culpas e compensar a ausência e até gastar um dinheiro que talvez nem tenham.

Hoje, 60% das mulheres trabalha fora, chefes e mães de família fazem cursos, frequentam academia, viajam a trabalho, tem inúmeras atividades e dedicam tempo à igreja. Não é pra menos que estejam estressadas, mas  pouco tempo, energia e equilíbrio emocional sobra para educar os filhos.

Tenho dito que criar filhos não é difícil, mas é muito trabalhoso. A receita não é complicada, entretanto, requer disponibilidade para executá-la.

É preciso investir bastante tempo, é preciso estar com eles em momentos que serão preciosos para admoestar, colocar no colo, consolar, beijar, enxugar lágrimas (estes, independente da idade que tenham), acompanhar as lições de casa, brincar, colocar para dormir, contar histórias, ensinar tarefas domésticas, ensinar a orar, ensinar a falar com os adultos, se comportar, usar e economizar o dinheiro, usar a disciplina que funciona com cada um dos filhos, por limites no tempo da TV, da internet, da brincadeira na rua ou no playground, na alimentação e nas respostas afiadas, conversar sobre honestidade, amizades, sexo, namoro, proteção pessoal, etc.

Se não forem os pais, quem poderá suprir as inúmeras necessidades físicas, emocionais, espirituais, religiosas e educacionais que as crianças precisam?

Um dos erros mais tolos e prejudiciais na educação dos filhos está em prometer e não cumprir. Se dez vezes os pais prometem dar uma palmada ou colocar de castigo ou proibir algo que gostem ou fazer qualquer outra ameaça, ou até mesmo prometer um brinquedo ou um passeio e não cumprir ficarão desacreditados.

Qual o filho que vai escutar e obedecer pais que prometem e não cumprem, falam e nada fazem?

O pior que essas “lições” aprendidas na infância permanecem. Crianças assim crescerão com problemas de respeitar os limites das drogas, do sexo ilícito, das ordens do chefe, enfim, os limites que a vida naturalmente nos impõe. Nem autoritarismo, nem ausência de autoridade.

Doses equilibradas de afeto e atenção, disciplina e limites estaria de bom tamanho. Seria a verdadeira manifestação de amor por nossas crianças.

Pr. Josué Gonçalves

 

Brigamos muito em casa, e agora?

“Se vocês ficarem com raiva, não deixem que isso os faça pecar e não fiquem o dia inteiro com raiva” (Ef. 4:26). Conflitos entre marido e mu...